{"id":1574,"date":"2020-04-18T00:00:00","date_gmt":"2020-04-18T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/binadvogados.adv.br\/2020\/04\/18\/reducao-de-salario-pode-ser-feita-sem-aval-de-sindicatos\/"},"modified":"2020-04-18T00:00:00","modified_gmt":"2020-04-18T00:00:00","slug":"reducao-de-salario-pode-ser-feita-sem-aval-de-sindicatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/esteiradeprojetos.com.br\/binadvogados\/reducao-de-salario-pode-ser-feita-sem-aval-de-sindicatos\/","title":{"rendered":"Redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio pode ser feita sem aval de sindicatos"},"content":{"rendered":"<div style=\"height: 20px;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1697 size-full alignleft\" src=\"http:\/\/binadvogados.adv.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/REDU\u00c7\u00c3O-DE-SAL\u00c1RIO-PODE-SER-FEITA-SEM-AVAL-DE-SINDICATOS.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" \/><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>STF DECIDE SOBRE ACORDO INDIVIDUAL MP 936\/2020 &#8211; Por 7 a 3, STF n\u00e3o referenda a liminar de Lewandowski na ADIn 6.363, que questiona a MP 936\/20.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p>Ontem, sexta-feira (17\/04) o plen\u00e1rio do STF decidiu que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria a anu\u00eancia dos sindicados para acordos individuais de redu\u00e7\u00e3o salarial. Os ministros analisaram liminar do ministro Lewandowski, para quem a previs\u00e3o da MP 936\/20, que instituiu o &#8220;Programa Emergencial de Manuten\u00e7\u00e3o do Emprego e da Renda&#8221;, era de que os sindicatos deveriam concordar com os contratos individuais firmados entre empregado e empregador para redu\u00e7\u00e3o de jornada e sal\u00e1rio.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p>O imbr\u00f3glio jur\u00eddico come\u00e7ou quando o relator Lewandowski, deferiu em parte a cautelar solicitada na a\u00e7\u00e3o ajuizada pelo partido Rede Sustentabilidade contra dispositivos da MP 936\/20. Lewandowski determinou que os acordos individuais somente seriam v\u00e1lidos com a anu\u00eancia dos sindicatos de trabalhadores. Deste modo, o acordo seria mantido se, em 10 dias, a partir da notifica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o houvesse a manifesta\u00e7\u00e3o sindical.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p>O ministro Alexandre de Moraes abriu a diverg\u00eancia para n\u00e3o referendar a liminar e, por conseguinte, entender que os acordos individuais s\u00e3o v\u00e1lidos sem o aval dos sindicatos.De acordo com Alexandre de Moraes, a MP n\u00e3o trouxe como condi\u00e7\u00e3o resolutiva a participa\u00e7\u00e3o dos sindicatos, mas trouxe apenas a necessidade de comunica\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c0s vezes \u00e9 importante ceder para sobreviver&#8221;, disse.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p>O ministro registrou que, uma vez assinado o acordo escrito, haver\u00e1 uma complementa\u00e7\u00e3o por parte do poder p\u00fablico. &#8220;Se l\u00e1 na frente houver uma altera\u00e7\u00e3o desse acordo, como ficaremos com esse verdadeiro abono que foi dado?&#8221;, questionou. O ministro ressaltou que a finalidade desta MP \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o do emprego: &#8220;foi fornecer uma op\u00e7\u00e3o proporcional e garantidora do trabalho&#8221;.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p>Seguiram a diverg\u00eancia os ministros Lu\u00eds Roberto Barroso, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aur\u00e9lio e Dias Toffoli e a ministra C\u00e1rmen L\u00facia.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p>Os ministros disseram que a leitura do direito do trabalho \u00e0 luz da Constitui\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de garantir os direitos expressos no texto constitucional, devem observar princ\u00edpios e objetivos, como o da preserva\u00e7\u00e3o do emprego e o aumento da empregabilidade, o da formaliza\u00e7\u00e3o contratual, o da imprevisibilidade do custo das rela\u00e7\u00f5es de trabalho, entre outros.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p>Al\u00e9m disso, argumentaram que a urg\u00eancia na implementa\u00e7\u00e3o das medidas examinadas inviabilizava a exig\u00eancia de negocia\u00e7\u00e3o coletiva, que deve ser ponderada com o direito ao trabalho e a garantia do emprego, valores igualmente protegidos pela Constitui\u00e7\u00e3o. Segundo os ministros, os sindicatos n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00e3o de participar, a tempo e a hora, do imenso volume de acordos resultantes da crise sanit\u00e1ria, econ\u00f4mica e humanit\u00e1ria trazida pela pandemia. Diante disso, impor a negocia\u00e7\u00e3o coletiva constituiria meio inadequado \u00e0 consecu\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio fim a que se destina: a tutela do empregado, a prote\u00e7\u00e3o do emprego e a seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n<div style=\"height: 20px;\"><\/div>\n<p>Confira a ementa do voto do ministro Lu\u00eds Roberto Barroso:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/binadvogados.adv.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ADI6363-Ementa.pdf\">ADI6363-Ementa<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; STF DECIDE SOBRE ACORDO INDIVIDUAL MP 936\/2020 &#8211; Por 7 a 3, STF n\u00e3o referenda a liminar de Lewandowski na ADIn 6.363, que questiona a MP 936\/20. 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